História

1919 – Fundação


José Regojo Rodriguez foi o fundador do actual Grupo Regojo. Chegou a Lisboa no início do séc. XX, com 14 anos, procedente da região espanhola da Galiza.

Em 1919 fundou a primeira empresa nacional de confecções, a “J. R. Rodriguez”, situada na rua das Pedras Negras, onde se fabricavam camisas com a marca Regojo. A fábrica funcionava em dois andares e tinha 8 funcionários. Mais tarde, a fábrica transferiu-se para a rua de S. Lázaro e rapidamente a empresa entra em franca e próspera expansão, passando a confecionar, além das camisas, pijamas e polos. Em pouco tempo, o número de funcionários rondava os trezentos.

Ao longo deste período é de salientar a dinâmica de desenvolvimento e o desejo de crescimento que os dirigentes sempre evidenciaram, com vista à expansão do negócio. Por essa razão, houve uma grande adesão à participação em feiras e exposições, quer nacionais quer internacionais, onde se procurava estabelecer contactos externos e comerciais, dando a conhecer e consolidando a marca Regojo.

70’s – Nascimento da Regojo Velasco

Em 1972, com o nascimento de uma nova empresa, a “Confecções Regojo Velasco”, consubstancia-se a entrada da segunda geração da família na administração das empresas do grupo.

Fundada pelo genro do fundador, Jaime Velasco Regojo, a nova fábrica dedicava-se à produção de roupa de senhora com a marca Dali.

80’s – Criação de mais uma unidade fabril, a Aissela

Em 1980, sob a direcção de Teresa Regojo, após o falecimento prematuro de seu marido Jaime Regojo, foi criada um outra unidade fabril, a Aissela – Sociedade Europeia de Confecções, que traz para Portugal a representação da marca “Pierre Cardin”.

O ano de 1982 marca o início de uma nova época, o esboço do actual Grupo Regojo. A equipa de gestão é alargada à terceira geração da família. Os filhos mais velhos de Teresa e Jaime Regojo começam a assumir responsabilidades na gestão das empresas, mantendo viva uma forte preocupação em acompanhar a evolução do mundo e dos mercados da moda.

No seguimento desta nova fase, em 1984, inicia-se a comercialização de vestuário através da DIMODA. Esta empresa vai representar e distribuir marcas de prestígio internacional no nosso país.

No final da década, com o incremento da concorrência dos fabricantes do sudeste asiático, a perspectiva de quebra no comércio tradicional multimarca e o despoletar de fenómenos como o franchising de marcas com notoriedade internacional, a família Regojo decide investir na comercialização monomarca, através do regime de franquia e de marcas próprias.

90’s – Entrada na área do retalho de moda através da Massimo Dutti

Em 1990 a família inicia-se no comércio através da Massimo Dutti, tornando-se o Grupo Regojo o master franchise desta insígnia. Esta marca rapidamente assumiu um lugar de destaque no mundo da moda em Portugal, chegando a ser, só por si, uma das maiores no sector do vestuário (e seguramente a maior com capital nacional).

Em 1982 nasce nova empresa, a West Company, para operar em lojas com a marca própria Wesley. Ao longo dos anos conquistou notoriedade e tornou-se uma referência incontornável para o consumidor masculino mais selectivo. Esta marca deu início a um processo de internacionalização em 2003, chegando a contar com uma loja em Madrid,no prestigiado bairro de Salamanca.

É em 1996 que o grupo decide abrir as primeiras lojas com a insígnia Pierre Cardin. Posteriormente, a distribuição desta insígnia seria concentrada no canal multimarca.

Em 1997 cria-se a Rómulo, a empresa que viria a deter o “master franchise” da marca feminina Elena Miró, caracterizada por produzir tamanhos grandes, e que se revelaria de grande estabilidade e com índices de crescimento adequados ao seu nicho de mercado. Em Fevereiro de 2006, este negócio viria a ser vendido aos detentores da marca a nível internacional, o Grupo Miróglio.

Em 1998 é a vez de a Mango fazer parte do portfólio das marcas de prestígio do grupo, através de franchise. No sentido de consolidar a posição no mercado foi adquirida no final de 2014 a Mangonor, empresa que explorava cinco lojas no norte do país.

00’s – Desenvolvimento de novas marcas

Em 2000, a Dali, marca própria cuja colecção era parcialmente concebida numa das fábricas do grupo, passa a ser distribuídas em lojas multimarca e na Dimoda.

No ano de 2005, o grupo lançou-se numa joint-venture com uma empresa espanhola para o lançamento da marca de sapatos e complementos Hakei, e adquiriu o master franchise da marca internacional de pronto-a-vestir Orchestra, para o target de bebés e crianças dos 0 aos 14 anos de idade. Em 2006, o Grupo Regojo adquire uma participação importante na empresa Fashion Park, que tem no seu portfólio as marcas Nike Women e Punt Roma. A marca Punt Roma deixaria de fazer parte do portfólio do grupo a partir de fevereiro de 2008 e a marca Orchestra em Março de 2009.

Em 2007 o grupo vende a sua rede de lojas Hakei e Mango e investe no projecto internacional Friday’s Project, assim como em lojas Nike Concept. É neste ano que o grupo inicia a venda de stocks do grupo Inditex em África, América do Sul e Ásia. E abre, também, em parceria, a primeira loja Fashion Planet em Argel.

10’s – Entrada na área do imobiliário comercial e venda da Massimo Dutti

Em 2011 foi inaugurado o Liberdade Street Fashion na centro histórico de Braga.

Ainda em 2011, o grupo Regojo reduz a sua presença no retalho, alienando as lojas Wesley à Dielmar.

Em janeiro de 2012 é concluída a venda do frachise português da Massimo Dutti ao grupo Inditex e é incrementado o foco da actividade do grupo no retalho monomarca.

Em 2013 é refundada a área da confecção personalizada de alta qualidade com a Regojo à medida, a Dali private label e o Atelier de arranjos.

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